ARTISTA DE MIM

VOCÊ ENCONTRA DE TUDO NESTA GALERIA. DA VIDA DA ARTISTA À VIDA DA PRÓPRIA ARTE.
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sábado, 17 de maio de 2008

entre amigos, você fica a vontade, conversa a vontade. é interessante perceber que são imperfeitos como você... e que basta pouco para serem felizes, assim como você (levando em conta a identificação, é claro).
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ontem à noite percebi uma coisa; deveria ter transgredido mais. não que devesse ter feito coisas “não certas”, mas deveria ter vivido mais umas coisinhas... rss.
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mas sempre é tempo...

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

aula de educação

não. não me venham com um monte de psicologias para explicar porque uma criança ou adolescente não sabe se comportar em sala.

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nem me falem que "o mal comportamento é consequência disso ou daquilo que acontece na casa de cada um". EU QUERO CUMPRIR O MEU PAPEL. então que os pais cumpram os seus.
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sei que cada um têm sua vida. podem acontecer mil coisas dentro da casa de cada um. esses pais podem passar o dia todo trabalhando para poder ao menos pagar a mensalidade. mas pergunte, ao final do dia, como seu filho foi ou está indo na escola. questione ele se chegar com um objeto estranho em casa, olhe seus cadernos para ver se alguma página está preenchida, saiba o que se passa, com SEU filho, quando ele sai de casa.
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eduquem seus filhos para que eles não queiram falar mais alto que seus professores com o dedo no nariz deles. eduquem para que eles não precisem ficar mendigando pontos no final da unidade, e se não conseguirem, despejarem sua ira contra quem lutou durante meses para isso não acontecer. eduquem para que eles não virem para uma coleguinha e diga que o cabelo dela é feio e duro porque ela é negra.
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expliquem que entregar tarefas em dia, implica em ter responsabilidade futura. que um dia, se o chefe dele(a) pedir um trabalho e ele(a) não entregar, será despedido. alertem que a internet não recebe nota por atividades produzidas, ela é ferramenta, e se não for assim, emburrece. faça-os imaginar um mundo sem educadores...
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sendo radical, digo: escola não é chocadeira. não há criança que se eduque só pelo meio escolar. não adianta parir e jogar na melhor escola que seja...
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para o professor (educador) cumprir seu papel, os pais precisam cumprir também o deles.
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domingo, 11 de maio de 2008

mães

À TODAS
Mabe, Manabu. Mãe e Filho , 1958 laca sobre tela, c.i.e. 100 x 60 cm
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Pancetti, José. Mãe e Criança Chorando , 1954 óleo sobre tela 27 x 35 cm Coleção Particular Reprodução Fotográfica Autoria desconhecida
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Penteado, Darcy. Intimidade [Mãe e Filhos] , dia e mês desconhecidos 1985 acrílica sobre tela 100 x 120 cm.

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Cravo Neto, Mario. Mãe Branca , 1991 matriz-negativo Coleção do Artista
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.....Cravo Neto, Mario. Angela e Lukas, Torso com Penas Brancas , s.d. matriz-negativo Coleção do Artista.
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sábado, 10 de maio de 2008

procura, clica, cai aqui!


é clichê, mas é curioso o suficiente para estar por aqui (também):
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A ARTE DA PROCURA PELO Google:
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- “o que que as baianas tem” - ‘cês acham que vou contar?!
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- “como camarão sinto coceira na garganta” - querido(a), isso é o começo de um processo alérgico, viu?
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- “treinar paciência”o jogo? nunca joguei. se for a sua paciência, só em procurar isso pelo Google, já é um grande teste.
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- “3D” - Dani(ela) x 3, serve?
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- “o que entendo como artista” - entenda assim: somos todos artistas!
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- “vamos, brincar, indio, xuxa” – “vamos brincar de índio/mas sem mocinho/pra me pegaaaaar...”.
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- “cajusinhos” - aquele de aniversário? gosto muito não. no site da Ana Maria deve ter a receita, ok?
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- “egoísta + consegue + trabalhar + grupo” - se VOCÊ é egoísta: faz uma forcinha que você consegue, tá? se você vai ter que trabalhar com Ô egoísta: paciência meu filho(a)... paciência.
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- “grande quadrado preto com fita” – humm... uma caixa de presente preta, grande, bem chic com uma fita de cetim?!?
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- “pau de sebo”^ ^... nunca tentei trepar num... mas as festas juninas estão chegando rsss...
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*as procuras foram transcritas aqui como na fonte.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008

criatividade


o que é ser criativo? é estar com todos os canais ligados ao universo. sim, porque nesse estado há de fluir algo que instintivamente chamamos de idéia. esse algo instantâneo, que aparece num lampejo de criatividade acontece sempre que estamos em comunhão com aquilo que ‘queremos estar’.
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o ser criativo não é aquele que se espreme em sofrimento querendo parir uma obra, um projeto, um artigo... acho que é aquele que simples e humildemente se entrega em comunhão àquilo que tomou parceria, a que se entregou, dedicou, quis. é alguém satisfeito, por assim dizer.
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nos dias de hoje que nos exigem liderança, competitividade, quero ser apenas criativa e satisfeita. não quero ser um líder neurótico, quero que minhas vivências, numa hora ou outra, produza momentos de lucidez e inventividade. essa última, atualmente, é produtora de soluções.
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no calor do dia a dia, isso tudo fica muito romântico, pensarão. pois todo artista é romântico e criativo sim. têm que ser. e quem quiser que também seja.
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domingo, 4 de maio de 2008

fora uns dias

Zerbini, Luiz. Piscina das Crianças , 1985 acrílica sobre tela 188 x 260 cm Reprodução fotográfica autoria desconhecida.
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muitos amigos. companhia gostosa, sabe?
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sol, (até chuva!), papos, revival do passado, caranguejada, 'sirizada', 'pastelada', churrascada...!
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Shirley, Marta (Psico rsss), Arthur ( pelo qual não sei explicar a identificação rsss) e cia ltda:
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obrigada a to-dos!
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não costumo aqui ficar dando nome aos bois. comete-se injustiças, abre-se particularidades... mas tá, dessa vez passa rss.
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fomos todos produtores dessa obra de arte que foi o feriado prolongado!
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quarta-feira, 30 de abril de 2008

até...

quinta feriado... uma sexta no meio. aí um sábado mais um domingo...
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vou ser artista de mim fora de Salvador e depois volto!
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terça-feira, 29 de abril de 2008

jogral


então que tudo hoje é “projeto interdisciplinar”. a realidade e a atualidade invadem a escola em forma de projetos com metas discutidas, pensadas e planejadas. é a gente querendo que a garotada absorva conhecimentos e forme seus próprios conceitos de forma organizada e de preferência, produzindo algo “artístico”.
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amanhã sai um jogral. vão explicar, caracterizar e conscientizar sobre a Mata Atlântica. imagina uns 50, aos 10 ou 11 anos, vestidos de “verde” e também de bichos nativos da nossa mata?!?
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vou mór-rer de orgulho. apesar da agonia, da piração (imagina a bagunça/folia dos ensaios?!) acho que vai ser uma graça!
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é de pequeno que se fazem os multiplicadores de boas idéias. é para eles (e por uma consciência limpa) que queremos que sobre algo desse mundo de hoje.
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*em tempo: só temos 5% da Mata Atlântica que tínhamos à época do descobrimento.
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sábado, 26 de abril de 2008

o outro

não, não vale a pena sofrer (e morrer aos poucos) por pequenos problemas. e porque será que os defeitos dos outros são sempre maiores que o nossos?
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no dia que a humanidade perceber isso, começará a respeitar-se. olhar o outro como se fosse ele nos olhando, é um exercício maravilhoso para auto conhecimento, para “nos percebermos” de outra maneira. É muita empáfia querer que o outro aja como você, concorde com você, enxergue o mundo à sua maneira. .
perceber o outro, esse mundo paralelo, serve muito para abrir os nossos próprios horizontes. ele se alarga, fica mais flexível, aumenta de tamanho e qualidade. o outro é você, lembra? o outro é a próxima pessoa que vai ler isso, é quem escreveu, é seu parceiro, marido, filho, colega de trabalho, quem você ama ou odeia.
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somos nós que fazemos os outros.
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Musatti, Bettina. Viagem ao Corpo Humano , 1988 matriz-negativo Coleção da Artista.

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

não mais

toda decisão implica riscos. querer outras coisas, outros caminhos, não querer mais algo, alguém...
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quem é vivo pensa duas vezes. será? trocar o certo pelo duvidoso? (nem tão duvidoso assim). deve ter que ser. se não fosse, não estaria em dúvida, não estaria não querendo mais.

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ouço mesmo "aquela voz" dentro de mim. e nem preciso de silêncio absoluto.
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Stupakoff, Otto. Anne, Rio de Janeiro RJ , 1979. Matriz negativo, Coleção do Artista.

terça-feira, 22 de abril de 2008

não convencional

Todos nós somos inclinados a aceitar formas ou cores convencionais como as únicas corretas. Por vezes, as crianças pensam que as estrelas têm o formato estelar, embora naturalmente não o tenham. As pessoas que insistem que, num quadro, o céu deve ser azul e a grama verde, não diferem muito dessas crianças. Indignam-se ao ver outras cores na tela, mas, se tentarmos esquecer tudo o que ouvimos a respeito da grama verde e do céu azul, e olharmos o mundo como se tivéssemos acabado de chegar de outro planeta numa viagem de descoberta, vendo-o pela primeira vez, talvez concluíssemos que as coisas são suscetíveis de apresentar as cores mais surpreendentes.
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Ora, os pintores sentem, às vezes, como se estivessem nessa viagem de descoberta. Querem ver o mundo como uma novidade e rejeitar todas as noções aceitas e todos os preconceitos sobre a cor rosada da carne e as maçãs amareladas ou vermelhas. Não é fácil nos libertarmos dessas idéias preconcebidas, mas os artistas que melhor conseguem fazê-lo produzem geralmente as obras mais excitantes. Eles é que nos ensinam a ver na natureza novas belezas de cuja existência não tínhamos sequer suspeitado. Se os acompanharmos e aprendermos através deles, até mesmo um relance de olhos fora da nossa janela poderá converter-se numa emocionante aventura.
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GOMBRICH, E. A. A história da arte. 16 ed. Rio de Janeiro: Livros técnicos e Científicos, 1999, p. 29.
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Nery, Wega
Verde Que Te Quero Verde , 1985 óleo sobre tela, c.i.e. 50 x 60 cm Reprodução Fotográfica Leonardo Crescenti Neto

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

...............Piffer, Marcos. Andarilhos - Lua Cheia , 1997 matriz-negativo Coleção do Artista
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"...
Raio se libertou
Clareou
Muito mais
Se encantou
Pela cor lilás
Prata na luz do amor
Céu azul
Eu quero ver
O pôr do sol
Lindo como ele só
E gente pra ver
E viajar
No seu mar
De raio".
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Djavan
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vou ver a lua nascer (linda, gorda e prateada) da ilha. feriado segunda é tudo de bom!
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quarta-feira, 16 de abril de 2008

:-)

você conhece alguém que ri muito dos próprios problemas por mais cabeludos que sejam? sabe quando tudo parece tão ruim que não pode piorar, e aí piora e você ri, ri bastante de tudo? sofre-se, mas dar risada de si, dos seus problemas é meio “terápico”.

telefone toca. atendo, é ela. sei que lá vem problema, mas já dou risada logo depois de ouvir: “é a Tatiana!”

...é reconhecer a fraqueza e seguir, ao invés de resmungar. é aceitar sem se conformar, acho, as dificuldades.

já disse aqui que quero ser assim? ter humor é muito importante na vida.

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outro dia coloquei uns tapetinhos para lavar. alguns deles tinham umas franjas compridas. o sacolejo dá máquina de lavar fez essas franjas desfiarem e transformarem todos os panos num emaranhado só. mama diz que vai estendê-los no varal. passado um tempo olho e nada... vou à máquina e tudo lá dentro. bem, ela esqueceu, eu pensei. começo a tentar desembolar tudo resmungando pela dificuldade e lá vem mama lá de dentro sepipocando de rir... : “tentei tirar isso daí, mas vi que estava essa coisa horrível e voltei de fininho”. mepipoquei de rir junto com ela, assim, de passar mal.
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(mãe ralhando) "mas como é que pode?!? ficar gastando num telefonema dos Estados Unidos pra cá para ficar falando de comida, do que é que vai jantar, da cor do céu!?!" (filha respondendo) "mas mãe, a vida é tão chata muitas vezes, tão cheia de problemas! - já pensou se a Tina me liga pra contar que alguém morreu?"
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...arte de ser feliz assim, sem compromisso!
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Mascaro, Cristiano. Salvador (Bahia) , 1991 matriz-negativo Coleção do Artista
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terça-feira, 15 de abril de 2008

praga

uma das primeiras coisas que faço quando chego em casa é lavar as mãos e tirar as lentes. notei uns ‘cisquinhos’ na lavanderia, mas de tão cansada não liguei. voltei a pia para enxaguar um pano de poeira e mais ‘ciscos’ apareceram lá. abri bem os olhos, e vi que caiam do teto: CUPINS.
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há mais ou menos um mês, ficamos eu a mama e a secretária, um dia todo, exterminando uma infestação que não tinha mais fim do quartinho de serviço. tivemos que jogar metade da tranqueira que se acumulava por lá, fora. eles se alojaram na estrutura do edifício. é, por dentro das paredes! e brotavam dela parecendo água da fonte! arrrrrgh! a sobremesa foi papel, caixas de papelão e madeira aqui do quartinho.
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meu apartamento está infestado, o prédio também. o condomínio está infestado. o bairro está também. acabamos com o ‘alimento natural’ deles, agora eles querem acabar com a nossa casa.



sábado, 12 de abril de 2008

porque ela valorizou não só a arte

“em vez de eletrochoques, ela ofereceu aos internos de um hospital psiquiátrico tinta e pincéis. mostrou que a arte e o afeto têm um poder imenso no caminho da cura...”.
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Nise da Silveira foi a única mulher, em 1921, a cursar medicina aqui em Salvador numa turma de 158 homens, aos 16 anos. arrancaria, mais futuramente, elogios de Carl Gustav Jung.
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ao invés de camisa de força e remédios ela ofereceu tinta e pincéis. de mentes atormentadas surgiam imagens fortes e geniais. internos incomunicáveis há 22 anos produziriam obras elogiadas por críticos.
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a idéia não era descobrir artistas, era dar a seus clientes (não gostava de designa-los pacientes) um canal de expressão e talvez por meio dele, chegar a cura.
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lembram-se do Ciccillo Matarazzo? fundador da Bienal de Arte de São Paulo? queria pagar preço absurdo por obra de um dos esquizofrênicos ‘tratados’ pela Nise. ela disse delicadamente que não. suas obras eram confissões... só a serem interpretadas, não comercializadas. nessas obras, Nise encontrava o fio desvelador que ligavam imagens aparentemente desconexas ao mundo interior do seu criador.
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o
Museu de Imagens do Inconsciente foi sua maior criação e a ele desprendeu grande dedicação por toda sua vida. os trabalhos lá acumulados foram analisados e elogiados por Jung.
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Nise viveu rodeada por gatos. amava-os. dizia que eles podiam ler a alma humana, que ajudavam na cura dos pacientes. *adoro os gatos também!
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morreu aos 94 anos em 1999. na Europa foram criados ambientes semelhantes aos que Nise atendia seus clientes aqui no Brasil.

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(*adaptação de trechos: Revista Claudia. Março 2004).
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poucos já ouviram falar dela ou conhecem seu trabalho. sabe, a Nise trabalhava com arte e loucura, dois ‘elementos’ pouco discutidos, conhecidos, reconhecidos.
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o site é bonito, muito bem organizado. lá encontra-se desde a biografia da Nise até obras de seus clientes. achei uma covardia não homenagea-la depois de ler sobre tudo o que ela fez para usar como conteúdo para minhas aulas.

........................Obra de Raphael Domingues -assistido pela Nise da Silveira.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

o ruim de trabalhar em vários lugares: ter que dar o máximo de si em todos eles.
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ficar até tarde da noite procurando imagens (...bocejos...), ga$tar com transparências, estudar o assunto e dar aquela aula parecendo que já nasceu sabendo tudo.
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como pegar até 6 ônibus num dia e entrar em sala linda leve e solta?
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planejar, planejar, planejar...
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como fazer tudo ficar interessante? em todos os lugares, para todas as pessoas?
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...justificar seus métodos e decisões aos pais e coordenadores.
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trabalhar algumas horas de graça para que tudo dê certo, para ficar tudo organizado.
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o pior: conseguir agradar a (quase) todos e ser alvo de insatisfação de colegas: tem gente sentindo dor na articulação entre o braço e o ante-braço, he he!

Stupakoff, Otto. Neta de Jorge Amado, Salvador BA, 1979.

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terça-feira, 8 de abril de 2008

consciente

é um pouco engraçado... a poucos metros de uma grande avenida, som de passarinhos, arranjos musicais ‘delicados’, uma voz calma e macia lhe guiando os movimentos: “inspira, expira... ...consciente”.
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sinto todo o meu corpo tremer por falta de força muscular. o Yoga exige flexibilidade, concentração, tônus, consciência corporal. por enquanto só tenho a primeira.
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sábado, 5 de abril de 2008

coisas

bebo tão pouco que quando me perguntam digo que não. basta uma única caipirinha pra eu ganhar a noite!

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quando ouço música espanhola dá vontade de colocar uma rosa no cabelo e sair dançando!
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as aulas de desenho tem sido menos sofridas do que pensei. melhor dizendo, não estou tão enferrujada assim. ai que bom!
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daí você fuça no congelador e tira um pacote de carne. dá vontade de comer picadinho. desço correndo na venda e compro batatinhas e quiabos para fazer um almoço de-li-ci-o-so. não troco comida de casa por restaurante a quilo nenhum!
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a mama chega do mercado com caixinha de doces: "especialmente para você!" - casadinhos, brigadeiros, moranguinhos, e cajusinhos. que fofa!
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nem toquei em trabalho hoje. o domingo todo vai ser lendo o nome dos "meus anjinhos" e atribuindo valores às suas produções (suspiro beeeeem profundo).
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é a arte de seguir vivendo.

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

última vez

eu queria tanto poder te dar a mão. não para caminhar junto com você, afinal, nossos caminhos estão muito distantes... 'indiferentes'.
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anseio desfazer o nó que complica. queria afrouxar as amarras, queria que juntasse os cacos com laços de veludo coloridos e macios que tento oferecer.
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desejo que se fortaleça, mesmo que para isso tenha que cair de joelhos primeiro. daí quando soerguer, mais consciente de tudo, estará muito mais forte.
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sabe, a “armadura” não protege. o vento triste e gelado entra pelas frestas adormecendo articulações que deveriam estar azeitadas de bravura e humildade.
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se reconhecer vencido é um dos maiores atos de coragem que existe. mesmo que em sua guerra tenha quebrado cristais, estes não deixaram de ser o que são por causa disso.
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mesmo que odeie, ofereço minha mão. o máximo que pode acontecer é não aceitar. e se aceitar mesmo que sem agarrar nela eu vou saber.
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não se vira... se cuida, é o que desejo de coração. (ou) siga em paz. com toda paz precisa ter.
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sábado, 29 de março de 2008

459

como tiveram coragem de olhar um dia para um barranco imenso (há 459 anos atrás) e decidir fazer por lá uma vila? e desta vila, fazer a primeira capital do país? pois tiveram! e aqui estou!
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tu me dás um presente, o teu mar, todos os dias quando estou indo trabalhar! como não te amar?
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são tantos lugares lindos para citar, tantos encantos para se entregar...
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parabéns Salvador, é o que consigo dizer. tu és a maior obra de arte urbana-antiga-baiana que eu já pude ter.
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Verger, Pierre. Rampa do Mercado (Salvador, BA) , ca. 1955 Matriz-negativo Fundação Pierre Verger (Salvador, BA).
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Pappalardo, Arnaldo. Salvador, Salvador BA , 1993 matriz-positivo Coleção do Artista .
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Brill, Alice. Tocador de Berimbau , 1953 matriz-negativo.

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Paolini, Améris. Lonas e Toldos de Barracas de Festas de Largo (Salvador BA) , 1982 - 1984 matriz-positivo Coleção do Artista.

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Mascaro, Cristiano. Salvador (Bahia) , 1991 matriz-negativo Coleção do Artista.
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!!felizCidade Salvador!!

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sexta-feira, 28 de março de 2008

(in)satisfação


fazer muito bem o que você tem para fazer tem um lado negativo? tem, tem sim. o lado de, uma vez ou outra, não fazer muito bem, fazer "apenas" bem.
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sempre fazer o que te pedem, também não é muito bom. uma vez que acontece de você negar algo, é o fim. nunca esperam isso de você, apesar de ser seu direito.
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tenho direito de fazer "apenas" bem. tenho o direito de dizer não. ponto.
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terça-feira, 25 de março de 2008

por que não entendem arte contemporânea (?)

(Lygia Pape)
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- porque depois de 1970 as escolas de arte começaram a desestabilizar conceitos instituídos. (aqueles antigos de arte (só) para observar, traços perfeitos, material nobre...)
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- a arte, hoje muitas vezes transporte de poéticas individuais, é carregada então de idiossincrasias (algo como maneira pessoal de ver, sentir, reagir à influencia de diversos agentes ou elementos);
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- a base para a produção da maioria dos artistas, hoje é ele mesmo.
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- o 'objeto' de arte hoje é geralmente o fim de uma experiência espaço-temporal.
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mais informalmente, para os de 10 aos 16, digo que a arte hoje retrata o mesmo do tempo das cavernas: o mundo que os cerca. daí, vejo um monte de sobrancelhas se contorcendo: eu não entendo o que vejo! - concluo: então não entende o mundo que habita, que os cerca.
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o homem (dito) primitivo tentava capturar em suas representações nas paredes das cavernas o que não compreendia ou simplesmente representava o que lhe cercava. o homem de hoje não está longe disso. com mais tecnologias, meios e suportes continuamos a EXPRESSAR ecos da nossa era.
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por que será que continuamos não entendendo nossas próprias produções?
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a arte sempre esteve à frente do seu tempo. poucos artistas tiveram reconhecimento ao mesmo tempo que desenvolviam seus trabalhos. por exemplo, o impressionismo e suas pinceladas romperam com tudo o que era acadêmico, bem acabado, bem representado. era justo exigir da sociedade da época que compreendesse aqueles "borrões" de tinta ao passo que eram executados?
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resumo: será que o artista sabe ler seu mundo um pouco antes dos ditos "normais"? tomara que num futuro próximo todo mundo entenda um pouquinho de arte contemporânea.(aí nem vai ser mais tão contemporânea!).
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domingo, 23 de março de 2008

armada?

feriadão foi ó-te-mu! pensei... pensei... pensei... e, depois de pensar ou se continua tudo na mesma ou...

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resolvi me 'armar'. amanhã, plena segunda vou estar com os cabelos tinindo de cacheados e cheirosos. vou tirar do guarda roupa a roupa mais... 'combinante' comigo. vou usar o perfume mais cheiroso, o batom mais gostoso. se aguentasse iria trabalhar de salto rs rs.
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tenho plena certeza de que se você se 'armar' e armar o espírito para um dia cheio de responsabilidades (mesmo com medo de que não dê tempo para fazer algo) tudo conspira a dar mais certo. tudo vai se realizando com outro astral.
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* pensa o contrário: levantar, resmungar, ir toda amassada trabalhar, com a boca sem cor, com o espírito dormente, sem dar bom dia às pessoas... credo!
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cuidado quem me encontrar! estou 'atirando' para todos os lados, he he!

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segunda-feira, 17 de março de 2008

virados do avesso

no ônibus, nos assentos marcados para idosos, sentam-se estudantes que fazem cara de paisagem quando um deles entra. fingem até o fim que não tem ninguém alí esperando pelo lugar.
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na sala de aula, uma carteira já não basta mais: tem que ser uma para as nádegas e outra para as pernas. ou, uma carteira cabe dois! fulaninha quer assistir aula no colo de cicraninho! (e cada um com um fone do i-pod no ouvido!).
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um chamou o outro de viado no meio da aula? não precisa falar com a professora! dá logo um soco na cara do "ofensor"!
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na hora do intervalo tem aluno que tem que lanchar escondido. é que se ele não quiser dar pedaço do lanche DELE, é ofendido, desmoralizado (^^)..

que os maiores querem ter mais direitos que os menores. a quadra, por exemplo, "deve" dispor de mais tempo aos maiores (afinal, ele são mais fortes, né gente?).
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desculpa, com lincença e obrigada, são coisas brega agora, não se usa mais. acham 'meio humilhante', acredito. agora é " foi mal, sai aê, e valeu", respectivamente.
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o pior de tudo: acham que o professor (e ser em si) está pago junto com a mensalidade; "paguei, é meu. pago o salário dele, então... ele que tem que seguir minhas regras" - ou algo perto disso.
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a minha vó dizia que as coisas (roupas, por exemplo) viradas do avesso fazem mal. e sabe, ela tinha razão. mas bordadeira que também sou, aproveito as costuras do avesso de qualquer peça e aplico um babado, coloco uma fita, faço um recorte...
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ainda é avesso, mas de um jeito diferente.
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sexta-feira, 14 de março de 2008

como é bom estar aqui de novo. de volta ao que é meu, mesmo que esse meu seja virtual, mesmo dependendo de uma máquina para gozar disso tudo. então, aproveitando que a máquina está aqui...
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que calor é esse? cadê as águas de março? o comecinho do outono? levei a mão na cabeça hoje e não acreditei que meus miolos não estavam cozinhando abaixo do couro cabeludo quase frito rss.

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dia de sexta, das 7:00 as 13:00, assisto a aulas de uma única disciplina. hoje, tomei um susto ao perceber que um ponto, um traço, uma linha ou o conjunto deles, falam e muito. é incrível como o gesto fica no papel, preso no traço do grafite. ninguém tem o traço igual ao do outro assim como a letra, a impressão digital ou o desenho.
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as linhas passam sensações. como? um traço ‘raivoso’, irregular, tremido é completamente diferente de outro delicado, sutil, regular. olhando um sentimos uma coisa, olhando o outro, outra diferente. se olho uma aglomeração desses traços juntos e delicados, posso até “sentir o macio” desses “pêlos” que meu cérebro assim associou.
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se podemos “sentir” o que simples traços de grafite são capazes de fazer, imagina ficar diante de uma grande obra como as do Pollock? - (linhas de tinta , camadas delas!). me disseram uma vez que é como se fossemos ser engolidos pelas enormes telas, que a retina não consegue desgrudar, fica a esmiuçar a obra toda.

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não ficaria nem um pouquinho triste de servir de alimento à arte.
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ai que bom ser artista de mim de novo! estou voltando, como prometi, de coração, corpo, alma, arte!

ah sim, aqui, Ed Harris arrasa como Pollock.

até logo :-)
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