ARTISTA DE MIM

VOCÊ ENCONTRA DE TUDO NESTA GALERIA. DA VIDA DA ARTISTA À VIDA DA PRÓPRIA ARTE.
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terça-feira, 28 de agosto de 2007

satisfação

quem orienta aprende, e se surpreende muito!
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feed back... sabe você 'gritar' algo bom e perceber a ressonância? ou, colher o que plantou? é muito melhor trabalhar em equipe!
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lindo quando você consegue trabalhar de igual para igual com quem orienta. fluxo e refluxo. melhor! o que vai de você volta de um jeito mais novo, revigorado, até mais inocente. a satisfação é mútua.
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é claro que nem toda semente lançada brota. mas quando acontece... ah, é muito bom!
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Passarelli, Gil. Crianças assistindo a acrobacias do Dia do Bombeiro,

São Paulo SP, dia e mês desconhecidos 1952 Matriz - negativo Coleção do Artista.

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domingo, 26 de agosto de 2007

entre os sorrisos

não se sorri o tempo todo. e entre uma boa risada e outra desses dias me bati com o egoísmo.
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não sei falar direito dele. fiquei um bom tempo pensando como, mas...
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é muito triste. o ser egoísta sabe que o é. mas não tem força para lutar contra. sabe que tem que ceder, dividir, mas isso não se cumpre.
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então tá. já estou falando um pouco. e me atrevo mais um pouquinho: não ligo de alguém ser egoísta. que seja... o que dói é que alguém assim sempre poda, sempre faz alguém por perto sofrer.
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o egoísta não recebe, porque não dá(o que quer que seja). fica com tudo então...! tsc...
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Obra: Ferreira, Heloísa Pires. Sol Negro , dia e mês desconhecidos 1978 água-tinta 39,5 x 39,7 cm [mancha] / 52,3 x 53,3 cm [papel] Coleção do Artista
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

rir

um dia vou saber contar meus piores problemas em forma de gargalhadas! sério! como você consegue menina?

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desde ontem que perco o fôlego em gargalhadas. perdemos o ônibus? vamos rir! acabou o dinheiro? vamos rir? deu dor de barriga? vamos rir! e se tudo piorar, vamos gargalhar!!
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então... nem quero pensar na saudade depois...

Tatiana?

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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

antes da reunião

Wambach, Georges. Bar na Praia de Olinda , s.d. aquarela sobre papel, c.i.d. 16 x 24,5 cm
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)
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realmente acho que pequenas coisas especiais são as que nos fazem mais felizes.
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pode ser uma flor no meio do caminho. pode ser a azeitona suculenta sobre a empada rs rs. pode ser a fronha cheirosa e limpinha na hora de dormir.
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indo trabalhar, tenho certeza que o mar vai estar sempre lá, durante todo o meu caminho. a "pequena surpresa" de hoje foi almoçar olhando o mar.
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trabalhei... e meio sem querer, fui almoçar em frente ao mar com uma linda companhia. a panela de barro fumegando sobre a mesa e a brisa levando a fumacinha de leve, na mesma direção que meus cabelos.
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fui pra reunião... durou mais que de costume. sabe, nem me importei tanto. a alma estava leve que nem a brisa na hora do almoço, que nem as cores de uma aquarela.
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domingo, 19 de agosto de 2007

gorilas

coloquei o arroz no fogo e vim folhear a revista. a foto mal acupa metade da folha. era um comentário sobre a matéria na edição anterior, que não abri. o enorme gorila morto “crucificado” e amarrado ressoou em mim de uma maneira tão violenta que fiquei me perguntando: é isso mesmo? estamos assassinando, agora (que eu saiba), gorilas? meu Deus, quem somos para tirar da face da terra toda uma raça? o que eles nos fizeram? ao lado da imagem o comentário de um leitor indignado diz “... da vontade de chorar”.
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no Congo, os bichos enormes levam tiros intencionalmente. selvagem é a humanidade. selvagens somos nós. não é por fome, pelo valor econômico (mercado negro). matam e abandonam os corpos.
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fiquei de estômago embrulhado. essas brutalidades, insanidades, com quem não pode se defender me revoltam de tal maneira... abala minha aura boa, sabe?
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tem esse vídeo aqui. é uma das coisas mais tristes que já vi... não quis postar direto. não tem beleza nenhuma.
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isso não tem nada de arte, mas essa galeria de dá muito bem à protestos.
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*só para constar: nasci no dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais.
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sábado, 18 de agosto de 2007

post do meu pai

poderia colocar um link para não repetir esse trecho que não tem muito tempo que escrevi aqui, mas prefiro repetir (o trecho e a imagem) e completar:pai, parabéns pela vitória. estou muito orgulhosa de sua força e fé. e mesmo que você diga que está velho e chato, eu digo que és uma árvore frondosa e que sua sombra ainda serve, e muito, para aconchegar suas crias. quem dera eu, de semente que sou, me transformar nesse exemplo de força que você é se chegar a sua idade.
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sei do seu amor incondicional, do seu apoio, mesmo quando não estou acertando. do seu cuidado de dizer "pensa direitinho", de não dizer duramente, secamente, coisas que possam me magoar.
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sei que quer confete quando se chama de "bode véio" (rs rs). e te jogo de montão. você realmente merece. merece tudo que essa menina possa fazer por você. como disse, sei que você faria 10 vezes mais por mim. sei mesmo.
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e nem precisamos de dia marcado para trocar abraços. sempre me jogo no seu peito. não estou atrasada não. o dia do meu pai, é todo dia.
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* Obra: Martins, Daniela. Pai, 2004 argila 45 X 20 cm. Reprodução fotográfica da própria artista.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

o corpo é uma obra de arte. disse aí por baixo que ele tem tudo no lugar certo... só por sua simetria já mereceria o 'título'.

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é forte, bruto e também delicado, como uma obra de arte. é subjetivo, como sua interpretação. se comunica, assim como ela.
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não importa a cor, ela está sempre no tom certo. a textura? as vezes depende do clima, da temperatura... dos cuidados.
o corpo fala. uma obra também. o corpo exala. obras também.
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o corpo vai do drama a comédia, e ainda chora.
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o corpo também precisa de restauros, tal qual uma obra cansada, prejudicada por traumas físicos ou simplesmente pela ação do tempo.
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...só o corpo adoece... não sei se isso é bom ou mau.
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bem, sei que meu corpo, esse metro e sessenta e cinco 'de obra' precisa de cuidados, como qualquer outra expressão de arte. e ele reclamou isso. cuidados.
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e pra quem achar que o corpo não é a obra, no mínimo ele é a moldura da alma.
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* Obra: Pacheco, Nazareth. O Corpo , 1984 bronze 15 x 6 cm Reprodução fotográfica Rômulo Fialdini)
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

sumida...

com saudade do meu blog... preciso disso aqui, preciso fazer arte, sabe?
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estou sendo meio forçada a dar um tempo. mas isso é outra história.
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queria ter feito um post lindo falando do meu pai. mas não deu. fico me devendo. ele merece tanto essa pequena lembrança. e ela vai sair sim. do jeito 'arteiro' (né Mônica?) e sensível que sempre faço.
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volto logo.
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saudades.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

susto

a caixa de ferro sobre rodas não é de nada... a força do choque entre elas é que é.
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daí o susto, a agonia e o saldo.
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poderia falar sobre o trânsito, culpar o motorista, amigo de anos. listar os absurdos dos hospitais públicos, de sua gente amontoada, com suas dignidades perdidas. reclamar do plano de saúde que sempre falha nessas horas. mas sabe, não vou não. prefiro o seguinte: agradecer pelas providencias que foram acontecendo. apesar de tudo, o universo devargarsinho foi conspirando para tudo se resolver.
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em resposta a consolo de amigos, tenho dito o seguinte:
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as costelas fraturadas cumpriram seu papel, protegeram o que está por detrás delas. e o trauma no crânio segurou toda a violência que poderia atingir o que está dentro dele.
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obrigada Deus, por fazer o corpo do jeitinho que ele tem que ser. e obrigada pela minha mãe salva.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

permissão.

Rosario, Arthur Bispo do. Manto de Apresentação (detalhe) , s.d. tecido, fio e corda 219 x 130 cm Museu Bispo do Rosario (Rio de Janeiro, RJ) Reprodução Fotográfica Vicente de Mello
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quando você se permite algo, o que mais importa?
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tá... a opinião de outrem mexe, "mas os outros... são os outros e só".
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mas ser (do verbo eu sou) humano é punk. e fica uma pontinha de você mesma ainda refreando, parecendo que tem outro aqui dentro mesmo.
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sabe, quero a beleza de ser o que sou. e sou mais forte que o meu 'próprio outro'. estou liberando ele.
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vai... eu te permito ir! vai... que eu quero me permitir! tudo em busca de mais sorrisos. de ser feliz.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Nogueira, Ana Regina. Pai e Filho, Paulo e Pedro Crown - Terceiro Movimento/Ciclo Ar, Nova York (EUA) , 1983 Série Gestos de Amor matriz-negativo Coleção do Artista.
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deixa eu transcrever aqui parte de uma reportagem da Época dessa semana. a integra, está aqui, ó.
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A VINGANÇA DO MACHO BETA.
Ele era apenas um perdedor. Agora homem sensível - que cuida da casa, discute e relação e aceita até ganhar menos que a mulher – é o mais cobiçado.
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...O termo, da biologia, significa exatamente o oposto do macho alfa, o líder de um grupo de animais. O alfa exibe sua força, valentia, coragem e é responsável por garantir a caça. São eles que costumam conquistar as melhores fêmeas do bando. O beta é o subordinado, segue os demais e não faz questão de participar das disputas masculinas. A novidade é que, agora, as mulheres parecem mais encantadas com homens beta que com os alfa.
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“Esse negócio de ser líder da espécie é coisa para os fortões, senhores da guerra, os mister ego. Que os alfa fiquem com o poder, e nós com as mulheres”, diz o roteirista de televisão paulistano André Rodrigues, de 33 anos.
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“Vale dizer que ‘beta’ na informática é o nome que se dá a um produto em fase de desenvolvimento. Talvez seja essa a característica desse homem – um modelo em transformação.” - diz Sócrates Nolasco, psicanalista carioca.
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O perfil do macho beta
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O macho beta não teme: assumir o fracasso, pedir perdão, chorar em público, dizer “eu te amo”, discutir a relação com a mulher, cuidar dos filhos, cozinhar, lavar e passar.
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Um macho beta nunca: vai sofrer por não ser o melhor em tudo, cair em depressão por ser mantido pela mulher, enganar a companheira por diversão, depilar o peito-brigar na rua, olhar-se no espelho o tempo todo.”
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sabe, nesse mundo louco, ‘contemporâneo’, adoro quando aparecem mudanças que me mostram que as vezes, ir de encontro às suas diretrizes, vale muito a pena.
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:-)

terça-feira, 31 de julho de 2007

pelos coletivos

da janela dele se vê de tudo.
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fazendo sol, coloco o rosto pertinho da janela para respirar o cheirinho de mar por todo o percurso até o trabalho. chego lá com o rosto salgado.
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vejo a cara das pessoas nos pontos... pensando, esperando, cansadas, sentadas.
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entra vendedor, sai vendedor. entra pregador, grita Jesus isso, Jesus aquilo... tchau “brigada”, Jeová abençoe...
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entra mãe com 4 filhos e dois braços pra socorrer todo mundo, carregar sacolas de todos, passar na roleta, trocar dinheiro e ficar feliz porque está indo à praia.
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entra o entregador cheio de flores, desequilibrado. entra o boy, cheio de envelopes. entra a baiana cheia de cestos e cheiros. entra um monte de velhinhos esperando sentar em seus lugares reservados. esperando...
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entra menino de rua cheio de cola na cabeça, ameaçando a todos, espumando, praguejando... não consegue nada. salta e vai aterrorizar em outro ônibus.
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entra também o cara fedorento e senta do seu lado. e você, fresquinha pelo banho, não entende como uma criatura às 6:30 não tem olfato para perceber isso.
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tem estudante com farda de colégio de rico que joga um monte de coisa pela janela. e cospe também!
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tem homem que senta de perna aberta, toma muito mais que a metade do assento e nem ‘tchum’... e aí, você junta paciência e vai sentar em outro lugar.
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a janela do ônibus é um cinema, e dentro dele a vida passa que nem lá fora.
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*Obra: Rezende, Newton. Ônibus Rural , 1969 óleo sobre tela 80 x 80 cm.
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domingo, 29 de julho de 2007

chuva e sol

Catunda, Lêda. A Praia , 1990 pintura sobre madeira e areia 90 x 109,5 cm.
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Salvador é assim. chuva e sol. várias vezes por dia.
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eu sou assim. chuva e sol de uma hora pra outra.
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então nessa de querer ser sol me dei um sábado maravilhoso. programei uma coisa mas fiz outra. e que outra bem feita!
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peguei sol, comi peixe, peguei chuva... mergulhei muito no mar, muita paz na praia vazia. e nessa mistura de água de chuva e água de mar, quem me secava era um amigo.
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dar risada com os pés na areia é muito bom.
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obrigada Júnior, pelo dia lindo!

sábado, 28 de julho de 2007

dói

eu sei. e vai continuar doendo uns tempos.
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onde olhos não se cruzam, os "espaços" dão margem para dúvidas. onde diálogos são quebrados com um "enter", outras coisas se quebram também.
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sei que não dá para colar cristal. mas, mesmo colado, ele não perde a utilidade. lindas peças foram destruídas, basta um solavanco para acabar com tudo.
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cristais são lindos. mas são frios. gosto dos calores. e o carinho tudo aquece. e sem ele, tudo morno... isso não... por favor.
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por favor... se carinho me aquece, é que sou de carne que nem tantos... humana. e se permitires, a taça, mesmo quebrada, ainda quer lhe servir carinho em pequenas dozes.
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por favor.

uma boa noite

Gadêlha, Flávio. Restaurante Companhia , 2003 acrílica sobre tela 120 x 45 cm
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boas companhias, boa comida, boa bebida e...
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se sentir o centro de "uma atenção".

quinta-feira, 26 de julho de 2007

as desses dias

então, com qual tipo de expressão artística vocês mais se identificam?
- ARTE ERÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓTICA “thutcha” !!!!!! - grita um. (tchutcha é algo como teacher... eu heim!)
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Vítor, se você levantar mais uma vez, você vai expulso! - e ele levanta mais três, pula que nem pipoca entre as cadeiras, se arrasta que nem minhoca pelo chão da sala e enche um coleguinha de cascudos. ponho para fora. no dia seguinte outra professora age da mesma maneira. e a coordenadora que cobriu uma outra professora também. explicação dele para tal comportamento: ... e tem mais! não vou mais tomar remédio nenhum! a minha mãe manda, mas não quero mais não!! (ele é hiper ativo). ai ai meus sais!
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professora, na hora que Aleijadinho ‘inscupia’ a Pedra sabão, não espumava não?!?
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no meio da aula sobre Renascimento;
olha!! e isso é dentro da igreja!!! todo mundo nu!!!! uuu huuuuuuuu!
outra:
rolava suruba desde aquela época fulaninho!
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fessora, a senhora ( é bom pra manter o respeito!) é tãããão novinha! ... o que ?!? 30 anos?? quantas plásticas já fez?
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qual a diferença entre uma descrição e uma análise turma?
ôxi! uma descreve e a outra analisa fessora!
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mIninUs duzinfernos, tem horas!

terça-feira, 24 de julho de 2007

sobre adiamentos

amiga que vinha na quinta não sabe mais quando vem. resolveu não seguir a dica da ministra. está 'correndo as léguas' de Congonhas. (realmente não vou descascar aqui o assunto do caos, apesar de estar muito retada com isso).
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tenho observado meus pais envelhecerem. dá uma pontinha de medo. não é a velhice em si, que acho bela, mas por saber que é menos tempo que resta. (isso, a gente não pode adiar).
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vou morrer meio pintinho, acho. terrores infantis? bem, enquanto temos pais somos filhos. e por mais velha que esteja, me sentir órfã do amor deles... (suspiro) ...
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então, não adiemos nada, por isso.
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ah, e isso não são reflexões tristes, são reflexões de amor. amor.

domingo, 22 de julho de 2007

amizade é que nem peixe tenro

Martins, Aldemir. Peixe-gato , 1987 acrílica sobre tela, c.i.e. 35 x 85 cm
Reprodução Fotográfica Autoria Desconhecida.
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lá pelas 13:30 resolvi por o peixe no fogo (temperado de véspera). forro o fundo da panela com azeite de oliva, jogo os temperos cortadinhos e coloco as postas. deixo aferventar um pouco. coloco um pedacinho do tablete de caldo de camarão (ao invés do sal) e deixo cozinhar. quase pronto afogo tudo no leite de côco. deixo o centro da panela borbulhando por uns 5 minutinhos. desligo. deixo descansar.
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com o prato feito na frente da tv penso que apesar de ter ficado sozinha em casa num dia lindo de sol, no inverno, está tudo muito bem. ‘eu me basto’. escolhi ficar. queria fazer bem feito o que se acumulava. e fiz.
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vou repetir a receita do peixe na quinta. uma paulista muito especial adora e merece. aí sim. vou escolher sair muito de casa!
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vem logo Tati! amizade boa é sempre bem vinda. vem ver como o inverno daqui está lindo e perfumado como o leite do côco!

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eu e Tati na na praia. última primavera.

sábado, 21 de julho de 2007

s/ título

então acordo e vou abrir a porta para pegar o jornal na soleira. uma foto E-NOR-ME do ACM. sabia que seria assim (afinal, o jornal pertence ao seu "grupo"). ligo a tv. flashes em tooodos os intervalos comerciais mostrando a quantas anda seu funeral/enterro. desconfiaria que seria assim (a filiada daqui, da Globo, também pertence ao seu grupo!). tomo café e volto ao jornal. TODOS os cadernos só falam dele. vida, obra, ascensão e paixão. muito conteúdo para ser organizado em pouco tempo (...).
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quis saber do tempo, da política, da programação do cinema, da maré, do caderno de cultura, do caderno de esportes (Pan), do caderno de empregos, crônicas, do sexo dos anjos... nada. nada. só o ACM. quem pagou por um assinatura querendo notícia, hoje não encontrou.
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não vou discutir sobre ele, não quero. mas sabe, precisa falar muito depois do reclame do jornal?
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Bianchetti, Glenio. O Jornaleiro,

1959 linoleogravura 37,1 x 23 cm [mancha]; 43,3 x 31 cm [papel] Coleção do Artista.

inté.

*pessoas, cês poderiam se identificar no texto do comentário? ainda apanho do haloscan (o troço está "me" dizendo que todo mundo é anônimo). mas já já a gente se entende... rs. obrigada.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

vamos "brincar" de índio?!

PARTE III (e última)

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chegando do banho de rio (água friiia! mas quem estava se importando?) terminamos a oficina com modelagem em massa. foi tão legal percebê-los descobrindo o tridimensionalidade! a massa se transformou em tanta coisa que eles não podiam ter... mas em coisas belas que tinham por lá também. já era tardinha quando fomos ao galpão arrumar as mochilas. pernoitaríamos numa escola em Caramuru para participarmos de um toré! imagina!
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bem, carregamos a bendita Van e seguimos. eis que na meio do caminho paramos num mecânico, pois a nossa “querida amada idolatrada Van salve salve” chegou até lá passando só até a terceira marcha, coitada (gente, a lei de Murph reinou, né?). Van na oficina, turma na praça. eu, com minha barriga sem fundo, ‘funguei’ logo um cheirinho ma-ra-vi-lho-so de acarajé vindo do outro lado. resultado, a turma toda fazendo fila pra comer. afinal, vila de descendente indígena não tem um cardápio tão variado assim!
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comemos e nos sentamos na praça para esperar a nossa ‘Van’dala ficar pronta. passado um tempo sinto uma coceira na garganta, o nariz começa a corizar, entupir. espirro sem descanso. já dentro da Van tenho uma crise de tosse terrível. chegando a Caramuru já estava com o rosto todo inchado. eu tinha que deixar a turma em pânico, né? acho que foi o camarão. que medo. achei que ia ter um fechamento de glote alí mesmo. se não fosse uns goles (é, não usei aquele copinho não!) do meu anti-alérgico, teria virado pó alí mesmo. vixe Maria!
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perdi o toré, pois tomei o remédio e fiz de tudo para ficar quieta e melhorar. e melhorei. mas preferia ter semi-morrido. ninguém, eu disse ninguém, conseguiu dormir com a quantidade de muriçoca (pernilongo pro resto do país) que tinha por lá. nos enrolamos que nem charuto em lençóis para podermos passar a noite. a turma toda ria para não chorar. se respirássemos com a cabeça pra fora, entrava mosquito pela narina. sério!
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no dia seguinte “acordamos” cedo e seguimos para visitar algo como um sítio dentro de uma caverna. encontramos altares de adoração e objetos indígenas deixados por lá. era um lugar para rituais sagrados. nos foi proibido tirar fotos.
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na caminhada de volta pra ‘Van’dala descansamos numa represa para beber água, e pelo calor, paramos todos dentro dela! uma folia só. índio nu na água e tudo! a água era escura e fria. foi nossa folia de despedida.
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voltamos para a escola onde estávamos alojados para recarregar a Van. a despedida foi com gostinho de quero mais. e sabe, ficou claro que nossa presença lá fez muito a diferença. estávamos indo embora felizes por isso.
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a volta foi mais descomplicada que a ida. sempre é, não é assim? e uns dois meses depois o trabalho desenvolvido por lá virou uma nota dez (u hu!) no histórico acadêmico. valeu a pena. tomei uma surra de convivência, sobrevivência, humildade. eles merecem todo nosso respeito.
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(eu e o "cacique" da comunidade. acabados depois de um dia todo de oficinas e trabalhos)
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"valeu a pena ê ê. valeu a pena!"
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inté!
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*1, que coiso esse blogger! deixa o povo comentar em paz, ôu!
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*2, Lana, minha frô!! feliz aniversário! meu "rapibrôsdei" mais uma vez! luz, se é que te cabe mais!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

flores

em todos os “lugares” que visitei hoje encontrei muita tristeza. não queria ser repetitiva, mas sabe...
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também estou... muito triste.
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também preciso... colocar pra fora.
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também sou... de carne o osso.
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aos ausentes da desastre da Tam.
e aos seus familiares que agonizam em meio à necessidade de tantas explicações.

Krajcberg, Frans. Floração , 1968 Relevo em flores e madeira pintada
85 x 72 x 20 cm Coleção Gilberto Chateaubriand

segunda-feira, 16 de julho de 2007

barroca

Flexor. Abstração Barroca nº 2 , dia e mês desconhecidos 1949
óleo sobre tela, c.i.d. 130 x 95 cm Coleção Particular
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em dia que você parece que não quer funcionar é facinho dizer "não tive tempo" e coisa e tal. o ócio é troço esquisito.
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então, quanto mais coisa temos para fazer, parece que aparecem mais alternativas para a gente se organizar. chega ao fim do dia cansada. mas poder dizer sinceramente "fiz tudo!", isso não tem preço. sabe dever cumprido consigo mesma? é...!
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ando barroca. cheia! de um monte de coisa, no bom sentido. ando me contorcendo, acumulando informação. saturando minhas estruturas. mas... ah! como é bom!
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inté!

sábado, 14 de julho de 2007

a arte continua educando

achei isso aqui, (sendo que ela tirou de ), sem querer. e como estava falando de educação, arte, resiliência. bem...
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"Existe uma pseudo-assepsia nas teorias da educação. Não se pode bater nos meninos, nada de ralhar ou, mesmo, contrariá-los. Podem ficar traumatizados.
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Esta teoria é contestada pela observação de que a vida é traumática: não consta que as crianças nasçam a rir ou com um ar de satisfação. O que importa não é o trauma, mas o modo como cada um o supera e aprende com ele.
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De facto, não são os filhos da teoria atraumática que farão história. Pelo contrário, a história está cheia de grandes personagens que passaram uma infância difícil: pais alcoólicos ou ausentes, maus tratos e mau viver. A tudo resistiram e com as desgraças fizeram a sua grandeza.
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Um dos exemplos é Charlie Chaplin. Criado numa família desfeita, teve de trabalhar aos 5 anos, aos 9 anos perdeu o pai, e viu a mãe internada num sanatório, passando, depois, por orfanatos e ambientes pouco recomendáveis, onde construiu as principais ideias para os seus filmes. Esta capacidade de superar as adversidades chama-se resiliência.Os psicólogos têm estudado os factores relacionados com a resiliência. Saber adiar as recompensas, assumir responsabilidades sem culpar os outros pelas suas desgraças, desarmar os outros com o humor e a criatividade, manter a iniciativa, são factores importantes, ilustrados exaustivamente nos filmes de Chaplin.
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Mas um outro factor, menos visível, é constante nas pessoas resiliêntes: algures, seja lá onde for, há sempre alguém que acredita incondicionalmente nelas."
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J.L. Pio Abreu.
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(Dias, Antônio. Minha Boneca , 1963 colagem 25 x 19 cm

Coleção Gilberto Chateaubriand - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.)

inté.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

mar

indo trabalhar vejo pela janela do ônibus:



Wambach, Georges Mar de Olinda , 1957 aquarela sobre papel 16 x 24,5 cm
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP) Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

18 Km de mar, na ida e na volta.
vou me inspirando. volto descansando.
que presente!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

o que vou pintar?

arte, faz muita diferença. ser educado e ter a arte como instrumento para isso, é muito importante.

fico imaginando a vida sem "Ela"... não consigo. penso num mundo sem a música, sem o bailar dos corpos, sem a magia dos pincéis, sem o romantismo de um livro. endureço. sinto muito.

acredito que o mundo está precisando dessas sensibilidades. de coisas que façam tocar a alma. e arte, sem a alma aberta, não acontece.

a arte de hoje é reflexo (como sempre, desde sempre) da nossa realidade. as pessoas dizem que não a entendem. então, elas não se entendem. o homem da caverna pintava seus bizões em suas paredes porque era aquilo que ele encontrava fora dela. e hoje? o que vou pintar?

perguntei isso a quase 200 crianças. elas não souberam me responder, ou tiveram medo. não têm real noção do mundo onde estão crescendo, do qual não sabem o que, nem porque representar.

vamos ensinar arte às crianças. pessoas que sabem se expressar e analisar o que têm em volta podem contribuir muito mais do que aquelas que crescem na ignorância artística.

se o bloco de pedra duro e frio, lapidado se transforma em coisas belas, o homem pode ser talhado com muito mais delicadeza. é nessa hora que a arte vira instrumento. é ela que vai esculpir mentes mais flexíveis, mais analíticas e produtoras de algo muito mais explicável e compreensível do que a dureza do mundo que as crianças não são capazes de interpretar.

valeu por vir até aqui.
adoro presenças...
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